A Volta Redonda:burocratas e médicos na formação das políticas de saúde no Brasil (1963-2004)
A Volta Redonda:burocratas e médicos na formação das políticas de saúde no Brasil (1963-2004)

A Volta Redonda:burocratas e médicos na formação das políticas de saúde no Brasil (1963-2004)

$ 81.300
Impuestos incluidos

As políticas públicas do setor saúde no Brasil entre 1963 e 2004, se consideradas somente no seu aspecto legal, seguiram o caminho da incorporação crescente de parcelas cada vez maiores da popula

Autor(a): João Alberto Tomacheski
Editorial:Editora dialetica
Edición:2019-10-17
Formato:Libro Impreso Por Demanda
ISBN: 9786588067444

 
As políticas públicas do setor saúde no Brasil entre 1963 e 2004, se consideradas somente no seu aspecto legal, seguiram o caminho da incorporação crescente de parcelas cada vez maiores da população, até a universalização do direito à saúde, na segunda metade da década de 80, com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, apesar de todas essas transformações legais, as políticas de saúde, se consideradas na sua dinâmica social, mantêm um padrão no qual as divisões sociais determinam o acesso à assistência a saúde. As modificações constitucionais ao longo do período não foram suficientes para modificar o caráter fragmentário e residual da ação estatal no setor saúde. Nesse período, dois grupos de interesse permanecem como os principais mediadores da política no setor: a burocracia de Estado e os médicos. A burocracia devido a sua posição estratégica dentro do Estado. Os médicos, devido a sua posição estratégica dentro da organização do setor saúde. Serão a burocracia previdenciária e a burocracia da saúde as duas forças por trás das duas principais reformas do setor: a unificação da Previdência, em 1967, e a chamada “reforma sanitária”, que resultou no capítulo da saúde na Constituição Federal de 1988 e com a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, essa capacidade de produzir inovações legislativas ficou restrita à arena propriamente estatal, sem afetar a dinâmica social. No caso dos médicos, a profissão conseguiu preservar sua autonomia financeira e técnica frente à expansão do Estado no setor saúde. Como o estudo de caso canadense parece mostrar, não existe um antagonismo entre a “prática liberal” e a expansão do Estado no setor saúde, desde que essa expansão seja mantida por um teto financeiro e permita a atuação do profissional tanto no setor público quanto no privado. Isso foi preservado no caso do Brasil. Mas, ao preservar essa inserção liberal do médico, se preserva as condições de expansão do setor, sem resolver o problema de acesso. Conclui-se que a distância entre o modelo universalista e a dinâmica social residual das políticas de saúde no período são resultado das disputas entre os grupos sociais para manter sua posição dentro do setor e/ou sua na participação na distribuição dos bens de saúde.
Alto
210 mm
Ancho
140 mm
Autor(a)
João Alberto Tomacheski
Editorial
Editora Dialetica
Idioma
por
ISBN
9786588067444
Páginas
472
País de publicación
Brasil
Fecha de publicación
2019-10-17
Profundidad
27.66 mm
Peso
573 gr
Editora dialetica
PAP00684006
100 Artículos
No reviews
Comentarios (0)
No hay reseñas de clientes en este momento.

7 otros productos en la misma categoría:

Productos más vistos

Product added to wishlist
Product added to compare.

Este sitio web utiliza cookies, tanto propias como de terceros, para mejorar su experiencia de navegación. Si continúa navegando, consideramos que acepta su uso.

Cerrar

¿Necesitas ayuda?